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Perfume das flores, história da comunicação e essência pantaneira foram alguns dos enredos do 2ordem

Imperatriz Corumbaense, Unidos da Vila Mamona, Unidos da Major Gama, Estação Primeira do Pantanal, Império do Morro, foram as escolas que encerraram o último dia de desfiles.

13/02/2024 às 22h56
Por: Redação Fonte: Thais Libni, g1 MS
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O 2º dia de desfiles das escolas de samba de Corumbá, prometeu tudo e entregou muito mais! Cinco agremiações passaram pelo sambódromo da cidade branca na noite desta segunda-feira (13).

Entre os enredos apresentados, estavam o perfume das flores, a história da comunicação e a essência pantaneira.

Imperatriz Corumbaense, Unidos da Vila Mamona, Unidos da Major Gama, Estação Primeira do Pantanal, Império do Morro, foram as escolas que encerraram o último dia de desfiles do carnaval 2024.

 

Imperatriz Corumbaense

 

Imperatriz Corumbaense. Foto: Reprodução

Imperatriz Corumbaense. — Foto: Reprodução

A homenagem ao “mestre do mundo do carnaval”, Ranulfo Galleano, foi tema da Imperatriz Corumbaense, primeira escola de samba a desfilar na noite desta segunda (12). Com o enredo “Imperatriz Celebra em Sinfonia de Pardais, a Mão que Ensina, Faz e Canta o Imigrante, Professor e Carnavalesco Ranulfo Galleano”.

Com 600 componentes, em 10 alas, a agremiação contou a história do próprio carnavalesco na Avenida. Foram exaltadas sua importância para o desfile de fantasias do Corumbaense Futebol Clube; o amor pela Folia de Momo e sua trajetória como professor.

De acordo com a Liga Independente das Escolas de Samba de Corumbá (Liesco), oito quesitos, com dois jurados cada, estiveram sob avaliação: bateria; samba-enredo; fantasias; alegorias; enredo; comissão de frente; mestre-sala e porta-bandeira e o conjunto harmônico (harmonia/evolução). Pelo regulamento, as agremiações tiveram tempo mínimo de 55 minutos de desfile e máximo de 70 minutos.

 

Unidos da Vila Mamona

 

Unidos da Vila Mamona. Foto: Reprodução

Unidos da Vila Mamona. — Foto: Reprodução

Cantando “O Voo da Águia no Jardim da Vida sob o Perfume das Flores, das Cores e dos Sentidos”, a Unidos da Vila Mamona fez um desfile em que exaltou a natureza, as flores e seus sentidos; aromas e cores. A agremiação, sediada no bairro Universitário, teve 900 componentes distribuídos em 21 alas.

Na Passarela do Samba a escola apresentou características históricas, mitológicas, religiosas, artísticas e curativas, que podem ser atribuídas às flores. Tendo como base para seu enredo a Águia – símbolo da Vila –, foram apresentadas histórias e memórias que revelaram lembranças da comunidade mamonense. Esse “voo” espalhou alegria, felicidade, esperança, saúde, prosperidade, sabedoria e muito amor pelo samba e pela cidade de Corumbá.

 

Unidos da Major Gama

 

Unidos da Major Gama. Foto: Reprodução

Unidos da Major Gama. — Foto: Reprodução

Terceira escola a desfilar, a Unidos da Major Gama retratou a história da Comunicação e suas mais variadas formas. O enredo “Fios de União: Nossa Pomba Conectando um Povo de Fibra”, promoveu uma verdadeira viagem sobre história da arte de comunicar desde as gravuras rupestres à era da internet. A agremiação levou 900 componentes em 19 alas.

Em seu desfile, a Major Gama trabalhou, em cada ala, um instrumento de comunicação. Passaram pela avenida a arte rupestre (1ª forma de se comunicar); sinais de fumaça; o papiro; o alfabeto; pombo-correio; a invenção do papel; código morse; livros; jornais; revistas; o correio; a telefonia; o rádio; a música; TV; o computador e a dominante internet. Ganhou destaque a comunicação do homem pantaneiro a partir do berrante.

 

Estação Primeira do Pantanal

 

Estação Primeira do Pantanal. Foto: Reprodução

Estação Primeira do Pantanal. — Foto: Reprodução

A Estação Primeira do Pantanal, penúltima escola de samba a desfilar, optou por um tema local, ligado ao cotidiano corumbaense, que exaltou a necessidade de priorizar a preservação ambiental. O enredo “Das Águas do Xaraés, o Ciclo da Vida. A Exuberância da Fauna e Flora, surge uma Comitiva de Esperança” mostrou a ligação pantaneira com o ciclo das águas, seca, cheia, e que na vida tudo se renova, assim, como o carnaval.

Seus 700 componentes, distribuídos em 16 alas, contaram as peculiaridades do dia a dia dos pantaneiros e ribeirinho, além de reviverem lendas, como o ‘Minhocão’. Mostraram, as belezas naturais da maior planície alagada do planeta, e sua importância para vida de todo um povo. Num pedido de preservação, trecho do samba-enredo dizia: “Deixe o Pantanal em Paz!”.

 

Império do Morro

 

Império do Morro. Foto: Reprodução

Império do Morro. — Foto: Reprodução

A essência do homem pantaneiro encerrou a segunda e última noite do desfile das escolas de Corumbá. Na madrugada desta terça-feira, 13 de fevereiro, a Império do Morro defendeu o enredo "As emoções de um cantador pantaneiro" com 900 componentes dividos em 16 alas.

Sua apresentação na Passarela do Samba trouxe o encantamento e as inquietações provocadas pelo sentimento humano diante do Pantanal, que é repleto de belezas naturais e traz em seu bioma um vasto arsenal de inspiração para música, arte, poema, sonhos e fantasia.

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